Condenação no STF atinge pré-candidata em meio a controvérsias
Decisão impõe pena alternativa e multa milionária, enquanto defesa nega presença em Brasília e anuncia recurso
O Supremo Tribunal Federal condenou a pré-candidata a deputada federal Mirtes Eni Leitzke Grotta, conhecida como “Mirtes da Transterra” (Novo), a um ano de prisão e ao pagamento de R$ 5 milhões por suposto envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão foi proferida pela Primeira Turma da Corte, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
A pena de reclusão foi substituída por medidas restritivas de direitos, como 225 horas de prestação de serviços à comunidade, participação obrigatória em curso sobre “Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado” e proibição do uso de redes sociais até o cumprimento integral da sanção. Também foram determinadas a suspensão de passaportes, eventual revogação de registro ou porte de arma de fogo e multa equivalente a 20 dias-multa, além de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 5 milhões, a ser paga de forma solidária.
A defesa contesta a decisão e sustenta que Mirtes não estava em Brasília na data dos fatos. Em entrevista concedida neste domingo (1º), em Cuiabá, a empresária afirmou que a sentença teria considerado mensagens enviadas por aplicativo de conversas, negou participação nos episódios e informou que pretende recorrer. Ela destacou ainda que não ficou inelegível e mantém a intenção de disputar as eleições de 2026.
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